A gente lê: Coração Peludo por Rafael Hurpia da Rocha

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Minha leitura da vez: Coração Peludo. Conheci o livro pelo meu vizinho, que é o próprio autor. É um moço MUITO simpático do prédio, com quem conversamos um pouco pela rua ou pelo prédio. Foi então que descobri que ele escreveu um livro (no caso, já era o segundo) e ia fazer o lançamento. Fiquei com muita vontade de ler e conhecer (nunca conheci um escritor antes ).

Falando um pouco do livro, são diversos contos, mas em ordem cronológica (particularmente, li como se fosse um livro normal). São diversas histórias em que o personagem principal participa, como se estivesse contando um acontecimento passado. Desses que você conta para seus amigos num bar. Esse personagem principal é um sujeito simples do interior, desses que causam bastante problema. E nesses acontecimentos, tem muita coisa engraçada (algumas bem pesadas). Confesso que me peguei rindo alto no metrô pelas besteiras que ele faz. A leitura é rápida e simples.

O significado de coração peludo é “pessoa com ódio no coração”. Podem ter diversas dessas pessoas na história, mas pessoalmente não achei isso do personagem principal. Achei-o um sujeito mais simples do que com ódio.

Bom, como sou suspeito em falar. Emprestei o livro para a Gabriela, aqui do Shereland, que não conhece o Plínio Camillo. A opinião dela segue em itálico:

Para mim o que há de mais bacana é a forma como a história é contada. O narrador relembra sua trajetória dos seis aos 52 anos de idade. O papo é reto: são 46 contos, um para cada ano de vida – nada mais do que isso.

E aí a gente vai acompanhando tudo: o ódio de irmão pela irmã, o ressentimento pelo pai, a decisão de entrar para o teatro, a prisão, os amores, as paixões, o enfarto…

Com um jeito de escrever muito próximo àquela oralidade da rua mesmo, cada conto – alguns, para mim, estão mais para poemas – traz expressões, credos e imagens que lembram muito as histórias que nossos pais cismam em repetir. Mas, não se engane. O que eles ocultaram, o Plínio conta.

Originalmente publicado no Blog Shereland – http://www.shereland.com/blog/

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