Plínio Camillo

Plinio - Release

Aos três anos descobriu que as letras tinham significados.

 

Aos cinco, a interrogação. Aos nove, não era sintético.

 

Aos doze, quis ser metonímia. Aos quinze, conquistou a exclamação.

 

Aos dezessete, viu os morfemas. Aos dezoito, foi liberado do tiro de guerra, virou perífrase.

 

Aos vinte, estava no palco. Aos vinte e dois, se enxergou como um advérbio.

 

Aos vinte e cinco, desenredou a Linguística.

 

Aos vinte e sete, redescobriu o eufemismo. Aos trinta, a onomatopeia.

 

Aos trinta e dois, melhorou a caligrafia.

 

Aos trinta e cinco, recebeu o maior presente: aquela que lhe trouxe a felicidade.

 

Aos trinta e seis, não morreu como ameaçava o anacoluto.

 

Aos quarenta, desvendou uma ligeira maturidade e ironia.

 

Aos quarenta e cinco, recebeu o prazer de viver no adjunto adverbial de companhia.

 

Aos quarenta e sete abreviou o seu discurso.

 

Aos cinquenta, toma remédio para pressão e usa óculos até para atender telefone.

 

Hoje se diverte cometendo escritos.

 

 

 

Possui os blogs:

Outras Vozes – http://negrosoutrasvozes.wordpress.com/

Bombons Sortidos – http://contosbombonsortidos.wordpress.com/

 

Romance juvenil

O Namorado do papai ronca – http://pliniocamillo.wordpress.com/

 

Contatos:

Email: pcamillo60@uol.com.br

Telefone: 11996279640

 

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